O tambaqui (Colossoma macropomum) é um peixe redondo de água doce, comum da Bacia Amazônica, onde é muito apreciado por sua carne tenra, branca e saborosa e possui um grande valor econômico para a população local.
Possui  escamas grossas, o corpo alongado e coloração parda na região dorsal e mais escura no ventre, podendo variar de tons em função da cor da água.  Em tamanho, pode alcançar entre 90  e 100 cm de comprimento e até 30 kg.  É o segundo maior peixe de escamas do rio Amazonas, perdendo apenas para o pirarucu.
As águas quentes, entre 22° e 28°, são o ambiente ideal para o seu desenvolvimento, já que a espécie é pouco resistente a mudanças bruscas de temperatura. Trata-se de um peixe onívoro que, na natureza, se alimenta de frutos, semente e plantas. Na criação em cativeiro aceita bem as rações comerciais.
De acordo com pesquisas da Embrapa, o tambaqui é a terceira espécie mais cultivada no país (atrás da tilápia e da carpa) e a mais cultivada em toda a região Norte do país. A partir da década de 1980, observou-se uma intensa captura pesqueira da espécie, o que diminuiu em muito sua presença nos rios da região. Tanto que consta na lista de espécies ameaçadas de sobreexplotação (cujos níveis de captura estão próximos do mínimo  de segurança) do Ministério do Meio Ambiente.
Segundo dados do Ibama do ano de 2006, os Estados brasileiros onde a produção do tambaqui se destaca são Amazonas, Alagoas, Acre, Amapá, Bahia, Mato Groso, Pará, Sergipe, Roraima, Rondônia e Tocantins. Uma curiosidade é que o tambaqui é cultivado apenas em países da América Latina, sendo o Brasil o maior produtor, seguido pela Colômbia e Venezuela.
Além do sabor, o peixe agrada bastante para o consumo por apresentar poucas espinhas e pela  facilidade de obtenção de filés. Também por essas razões – e por ter um crescimento rápido, fácil manuseio e rusticidade –  a espécie desperta grande interesse para a piscicultura e já apresenta uma posição de destaque na criação em águas continentais, principalmente em tanques-rede.