Nas grandes metrópoles a maioria das pessoas costuma comprar peixe em supermercados, e pela praticidade, acaba por optar pelo produto congelado. Já em cidades litorâneas e em regiões com tradição no consumo de pescados, como a Amazônia, a compra é feita diretamente dos produtores e pescadores ou em peixarias, pela facilidade de acesso. Mas afinal, para o consumidor, existe diferença entre o peixe fresco e o congelado?

O fresco é aquele que nuca foi congelado e é conservado apenas no gelo. O congelado industrialmente é submetido à temperatura inferior a -25°C e depois mantido em temperatura inferior a -15°C.

Não restam dúvidas de que o peixe fresco tem um sabor muito mais intenso que o congelado e, além disso, “apresenta uma carne mais tenra e firme quando comparado à carne do peixe congelado, mas em relação ao aspecto e ao valor nutricional, não há diferenças significativas entre eles”, informa a nutricionista do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional), de São Paulo, Amanda Epifanio Pereira.

O peixe é um dos alimentos mais saudáveis para o consumo humano, mas alguns cuidados precisam ser observados para que essas propriedades nutricionais tão ricas possam ser aproveitadas.

Em seu estado natural o peixe é rico em água, ficando mais suscetível à contaminação. Dessa forma, é imprescindível que o local de conservação esteja limpo e em condições adequadas para impedir a proliferação de bactérias. Nesse caso, o preparo deve ocorrer nas 24 horas seguintes a partir da data da compra.

Já o risco com relação à carne congelada, diz respeito ao processo de descongelamento: “o peixe deve ficar sob refrigeração (na geladeira) durante o processo de descongelamento, nunca em temperatura ambiente, para evitar contaminação e manter a qualidade sensorial do alimento”, alerta a nutricionista, salientando que o peixe deve ser preparado imediatamente após o descongelamento.

Dicas
Seja fresco ou congelado, o ideal é que a carne de peixe seja consumida pelo menos uma vez por semana, ou uma porção de 180g. Mas, segundo a especialista, seu valor nutricional permite o consumo superior ao recomendado, de duas a três vezes por semana.

Para manter o hábito e facilitar a escolha, ela dá algumas dicas na hora de comprar o peixe: “quando fresco, ele deve apresentar odor característico (cheiro de maresia), pele firme e escamas agarradas e brilhantes, olhos brilhantes e salientes, e brânquias úmidas e brilhantes, com coloração entre tons cor de rosa e vermelho intenso. Se escolher o peixe congelado o consumidor deve estar atento as características da embalagem, que devem estar bem fechadas e com bom aspecto de conservação. A carne não deve estar amolecida ou com acúmulo de líquidos na embalagem, além disso, não deve apresentar extremidades secas ou amareladas, pois indicam sinais de desidratação, alerta Amanda.

Outra dica é deixar sempre o pescado, fresco ou congelado, para o final das compras, o que facilita sua conservação e mantém a qualidade do alimento.

Sabendo que mesmo com as peculiaridades dos peixes frescos e congelados não há restrição alguma quanto ao consumo de ambos, basta optar pela espécie a ser apreciada e preparar uma deliciosa receita.